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domingo, 5 de março de 2017

Jardinagem em Março - Agenda

Algumas árvores cobrem-se de flores, os arbustos renascem do período adormecido, as bolbosas e as plantas vivazes presenteiam-nos com flores lindíssimas. A primavera está quase aí. Com a sua chegada inicia-se uma intensa atividade, tanto dentro de casa como no jardim. Plantações é a palavra de ordem! Mas que outros trabalhos pode agora desenvolver? O que necessitam as suas plantas? Carinho, boa mão e mais alguns cuidados...


• Prepare os canteiros melhorando a fertilidade. A água da rega, ou da chuva, provoca a lixiviação do solo e os nutrientes podem ser arrastados em profundidade. Deve repor a fertilidade para a recuperação do solo, distribuindo um adubo mineral de libertação lenta;
• Levante os tufos densos das herbáceas vivazes, divida e replante. Verá aumentado o número de plantas e uma melhor organização da área plantada. Temos que aproveitar a generosidade da natureza;
• Obtenha novas plantas por estacas. Este é um método seguro para conseguir exemplares com características iguais aos da espécie que lhes deu origem. Brincos-de-princesa, alecrim, alfazema, hibisco, lantana e outras arbustivas podem ser multiplicadas por este processo;
• Pode as sebes talhadas e os exemplares topiados; 
• Os relvados requerem agora especial atenção. No verão não é fácil ter relvados verdes e perfeitos com as temperaturas que ocorrem  no nosso país. Para que lá cheguem saudáveis e com resistência, o solo deve ter as reservas necessárias. Incorpore um adubo de cobertura para lhe devolver vigor. É também a melhor altura para ressemear as áreas com baixa densidade de relva ou mesmo as "carecas". Para oxigenar a zona das raízes deve promover o seu arejamento. Faça-o com um arejador próprio ou, de uma forma simples, com uma forquilha, perfurando os dentes a 10-15 cm de profundidade ao longo de toda a área relvada. Corte os rebordos com uma pá francesa. 
Estes cuidados permitirão que o seu relvado fique forte, saudável e bem preparado para a época mais exigente, o verão.

Durante este mês nem tudo é trabalho! Pode desfrutar as primeiras flores que anunciam a chegada da primavera: camélias, azáleas e rododendros e algumas magnólias (Magnolia soulangeana) estão em foco, proporcionando verdadeiros espetáculos luminosos. 



Divirta-se a tratar do seu jardim e boa jardinagem!


Obrigada. Até já!

Paula

Fotos: Paula Craveiro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Camellia sasanqua

Uma espécie em floração no inverno. Conheça algumas das condições que lhe deve proporcionar e o seu jardim ficará (ainda) mais bonito!




Ninguém resiste ao encanto das camélias! São evocadas na ópera, no cinema e na literatura. A espécie mais conhecida é a C. japonica mas o género inclui centenas de espécies, variedades e cultivares. Estes arbustos ou pequenas árvores foram desde sempre apreciados e utilizados nos jardins, daí o aparecimento dos diversos cultivares, muitos deles desenvolvidos no Porto, cujos nomes homenageavam as senhoras influentes desta cidade.

A planta do chá pertence a este género, é uma Camellia sinensis. Na China, camélia diz-se chá (em mandarim).

A Camellia sasanqua é originária do Japão e não está tão vulgarizada, mas a sua delicadeza concorre com as mais bonitas e é um excelente acrescento à paleta de cores tipicamente invernais. A combinação da folhagem escura, brilhante e persistente com as flores solitárias, de poucas pétalas e em tons rosa, é lindíssima. O seu crescimento é lento, sobretudo nos primeiros anos, mas pode atingir seis metros de altura.

Cuidados essenciais: Apreciam terra humosa, ácida, melhorada com turfa e um elevado grau de humidade atmosférica, preferindo um local a meia sombra. Se plantadas em vaso, o que limita o seu desenvolvimento, deverão ser adubadas de duas em duas semanas, durante o período de maior crescimento.
É possível ter camélias em condições de interior e, se for o caso, proporcione-lhes um espaço amplo, fresco e arejado, pois não se adaptam a ambientes muito quentes e secos.

Sugestão: Evite tocar nas flores com as mãos porque durarão menos tempo.

Conhece esta espécie? As cameleiras são das plantas mais consensuais e intemporais. Um clássico da natureza!


Obrigada. Até já!

Fotos: Paula Craveiro

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Jardinagem em Fevereiro - Agenda

As primeiras cores do ano estão a surgir. Lentamente, a natureza começa a despertar do sono repousante em que se encontrava!


Camélias, lírios, cíclames, aloés, diversas bolbosas e muitas outras plantas começam a pintar as varandas e os jardins. Para ter uma primavera (muito) mais florida e perfumada, o trabalho que desenvolver nas próximas semanas é determinante. A humidade e as temperaturas mais amenas favorecem o desenvolvimento vegetativo, ajudando na germinação das sementes e na emissão de raízes. Como as plantas nunca são demais, experimente novas espécies, de preferência de cores quentes e vibrantes, que animarão (ainda) mais a sua casa. As alterações que introduzir aos planos de plantação imprimem um novo dinamismo e criam cenários diferentes e personalizados. 

• No exterior
Prepare os canteiros: revolva a terra e aumente as reservas do solo incorporando matéria orgânica. Plante arbustos e árvores de raiz nua. Comece a dividir os tufos das herbáceas vivazes e das tapetizantes, retirando sempre as partes secas e em mau estado. De poucas conseguirá muitas! Em tabuleiros e em local abrigado, semeie as herbáceas anuais que florescerão no verão: petúnias, cravos túnicos, sécias, zínias, ervilhas de cheiro e girassóis. No próximo mês vai continuar com as sementeiras. Sache e monde. A terra precisa de arejar, de oxigenar e de aquecer. Vigie atentamente o aparecimento dos caracóis, das lesmas e das cochonilhas, pois são mestres na arte de se esconderem e a sua presença faz inúmeros estragos! 

• Em casa
Mude os vasos. Renove os compostos empobrecidos e aproveite para mudar as plantas para vasos com um tamanho superior. Limpe as folhas. Se não o fizer com regularidade o pó acumula-se na parte aérea, impedindo a receção da luz que as plantas de interior tanto precisam.


Obrigada pela visita. Até já.


Paula

Foto: Paula Craveiro

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

As flores transformam tudo!



Descontente com o estado em que as estátuas da sua cidade se encontravam e com a indiferença a que estavam sujeitas, Geoffroy Mottart, um florista belga, resolveu dar-lhes uma vida nova ... e conseguiu! Preparou arranjos florais e decorou várias estátuas que se encontram nos parques e jardins da sua cidade. Ninguém ficou indiferente ao extraordinário trabalho que desenvolveu e  à forma como alertou para o estado de conservação deste património. As imagens correram rapidamente nas redes sociais. 
Uma ideia criativa a seguir.
As nossas estátuas também precisam de atenção. Profissionais da arte façam o favor de nos surpreender com ideias tão ou mais originais!

Mais alguns trabalhos de Geoffroy Mottart.







Obrigada. Até já!

Paula

Fotos: Pinterest

sábado, 14 de janeiro de 2017

Plante a estrela de natal no jardim

A estrela de natal, poinsétia ou Euphorbia pulcherrima encontra-se no seu melhor momento. Dentro de casa é um elemento muito decorativo, mas este aspeto não dura para sempre. Quando começar a definhar e a perder o vigor, plante-a no jardim onde recuperará toda a sua beleza.


É tradicionalmente uma planta de interior, muito vulgarizada, e a grande eleita das decorações natalícias devido às cores vivas e alegres que lhes são características. O problema é que em ambientes de interior este aspeto não dura muito tempo e, embora seja possível recuperá-la para a próxima época, não me parece que se justifique, pois a intervenção de poda necessária, levará algum tempo até dar resultados. Como se trata de uma planta arbustiva também adaptada a condições de exterior, quando as flores ficarem menos atrativas e a folhagem a cair, o melhor que tem a fazer é plantá-la numa zona abrigada do seu jardim.
Nestas condições poderá atingir cerca de três ou quatro metros de altura. Caso prefira manter o pequeno porte poderá recorrer a um inibidor de crescimento.
Inicialmente apenas a versão de brácteas encarnadas e de grande porte era comum, ficando-se a dever aos jardineiros escandinavos e californianos o desenvolvimento de exemplares mais pequenos e de cores diferentes, como existem atualmente. 
No final de cada ano a estrela de natal é uma presença obrigatória dentro de casa. Não deixe que o seu encanto seja tão efémero! Dê-lhe a oportunidade de uma vida nova no exterior.


Obrigada. Até já!

Paula

Foto: Pinterest

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ouro, incenso e mirra

Não há qualquer dúvida quanto à origem do ouro, presente de Belchior pelo nascimento de Jesus Cristo. Mas, quanto ao incenso e à mirra, oferendas de Baltazar e Gaspar, alguns poderão desconhecer a sua origem. Sabe-se que foram delicadas e valiosas ofertas mas, o que nem todos saberão é que são constituintes de dois géneros de árvores.
A mirra extrai-se da Commiphora myrrha, uma árvore originária e que se  encontra no Nordeste de África e nalgumas regiões do Médio Oriente, em paisagens desérticas ou semi-desérticas como a Etiópia, Somália, Iémen e península Arábica



Esta árvore de pequeno porte e folhagem caduca pode atingir cerca de 5 metros. É bastante espinhosa e tem flores amarelo avermelhadas, muito bonitas. Tem uma forma  algo bizarra, com um tronco rugoso contorcido e uma copa formada por um emaranhado de raminhos. 
É um símbolo de força, de tenacidade e resistência. Só assim se compreende que sobreviva em ambientes tão hostis, condições tão duras, com pouquíssimos recursos e que ofereça copiosamente o que tem de melhor: a mirra!
Esta resina ou goma, que é libertada depois de uma incisão no tronco da árvore, à semelhança do que acontece com a extração de resina dos nossos pinheiros, depois de seca, forma grânulos alaranjados.
A sua história é antiga já que foi marcante em dois momentos da vida de Jesus Cristo: no nascimento e no fim da Sua passagem na Terra. Quando estava a ser crucificado, para aliviar as dores, foi-Lhe dado vinho e mirra e, mais tarde, o Seu corpo foi coberto por mirra, devido às propriedades embalsamadoras que já se conheciam no Egito. 
A mirra continua com grande presença na nossa vida, uma vez que é usada na aromaterapia e na cosmética. 

O incenso teve origem nas resinas de uma árvore, a Boswellia sacra. As árvores deste género vivem nas florestas montanhosas e escarpadas da costa sul da península Arábica, caracterizadas por uma flora riquíssima. São mais altas, crescem até oito metros de altura, têm flores brancas lindíssimas e geralmente são multicaules. Só produzem a resina no terceiro ou quarto ano mas, todas as partes da planta são bastante resinosas. O incenso desta espécie é de excelente qualidade mas há outras espécies do género Boswellia que produzem incensos diferentes, igualmente de grande qualidade.



Conhecia a origem dos presentes sagrados? 


Obrigada. Até já!

Paula,

Fotos: Pinterest

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Jardinagem em Janeiro - Agenda

Feliz Ano Novo para si e para as suas plantas! Rodeá-las de todos os cuidados que necessitam é uma boa forma de começar o novo ano. Preste atenção às regas e às geadas que, nesta época do ano, poderão prejudicá-las. A luminosidade e as correntes de ar frio são também condições que deve controlar.



Este mês está longe de ser o mais trabalhoso em jardinagem, porém as plantas do jardim e as de interior exigem maior vigilância, pois o frio e as reduzidas horas diárias de luz, condicionam o  seu desenvolvimento.

Entre várias tarefas que deve realizar, dedique-se a:

•Podar
É a  altura de podar as roseiras e se ainda não o fez deve também podar as hortênsias. Faça-o já, antes do aparecimento das geadas;

• Manter
Convém manter a drenagem em boas condições, quer a das áreas pavimentadas, quer a dos canteiros, de modo a garantir que a água da chuva não se acumule na zona onde se desenvolvem as raízes das plantas. Têm estado uns dias soalheiros mas é previsível a chegada da chuva;

• Melhorar
Os rododendros e as azáleas estão quase a entrar na fase de floração e beneficiarão bastante se lhes colocar terriço à volta do colo (pé). O aspeto melhorará;

• Proteger
Verificar se os vasos e floreiras que se encontram no exterior têm a quantidade de terra necessária. Quando chove perdem terra e algumas raízes poderão ficar a descoberto. Deverá ir colocando pequenas camadas de substrato à medida que este vai desaparecendo;

• Vigiar
Todos os bolbos já plantados e que estão agora na fase de abrolhamento;

• Plantar
Em terra bem mobilizada, solta e fertilizada pode plantar bolbos de amarílis, anémonas, gloxínias, gladíolos e junquilhos e também estacas de plantas de fácil enraizamento como cevadilhas e cardeais;

No inverno prepara-se o verão!

Boa jardinagem!


Obrigada. Até já!

Paula

Foto: Pinterest

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Sapatinhos de princesa, orquídeas terrestres

¡Sedutoras, inconfundíveis e muito populares, as orquídeas não encontram rivais aos olhos e corações dos seus admiradores. Saiba que o aspeto delicado que as caracteriza consegue-se com carinho e cuidados especiais!


Pertencem à família das orquidáceas, uma das maiores entre as plantas com flor e que está continuamente a aumentar. Supõe-se que nas florestas tropicais existam ainda muitas espécies por descobrir. Os sapatinhos de princesa, do género Paphiopedilum, devem o nome à forma do labelo, que faz lembrar um chinelinho das antigas damas palacianas e, tal como muitas outras orquídeas, as suas flores são invulgares e sugestivas.

São terrestres, acaules e as flores, de textura carnuda, brilhante e cerosa, aparecem entre outubro e abril. Estas, possuem uma sépala superior, pétalas laterais (asas) e um labelo que esconde as sépalas inferiores e que não é mais do que uma pétala transformada.

Se quer ser bem sucedida com esta planta proporcione-lhe uma temperatura média, a do ambiente normal de uma casa é adequada e um estado de humidade permanente, que se consegue colocando os vasos sobre um tabuleiro de seixos húmidos ou pulverizando a folhagem quando a temperatura ultrapassar os 20ºC. A mistura de envasar deve ser apropriada para orquídeas e deve ser enriquecida com adubações líquidas, na primavera e no outono.
Se os seus sapatinhos formarem um tufo com 6 ou mais grupos de folhas, poderá dividi-los no momento do reenvasamento, aumentando assim a sua coleção.

Pormenor do labelo e das pétalas laterais.


Depois de regadas.


Canteiro em que os sapatinhos, ainda por florescer, convivem com as esculturas dos artistas  António Vasconcelos Lapa e Bárbara Assis Pacheco. Maravilhoso! As cores das esculturas foram pensadas na cor das flores.  


Em pequenos nichos entre pedras, surgem ao lado das avencas. Um feliz contraste de formas!


A abertura de uma flor. Outras, em plena floração.


Todos os anos somos brindados com uma profusão de flores. 


Gosta de sapatinhos de princesa? São verdadeiramente irresistíveis!

Obrigada. Até já!

Paula

Fotos: Paula Craveiro

domingo, 18 de dezembro de 2016

Azevinho, uma planta simbólica

Num gesto alusivo à sua proteção e à quadra natalícia que, tão inocentemente representa, a plantação de um azevinho (Ilex aquifolium) é um ato simbólico e de grande valorização paisagística. Os resultados não serão rápidos mas o prazer de estar a contribuir para a preservação desta espécie é muito compensador.


Arbusto ou pequena árvore, de folhagem ondulada e marginada de espinhos e belas bagas encarnadas, o azevinho faz a imagem desta época, sendo muito utilizado nas tradicionais decorações natalícias.  Entre os mais ornamentais encontra-se o de folhas matizadas de branco. 

Uma característica botânica interessante é o facto de se tratar de uma espécie dióica, ou seja, as estruturas masculinas e femininas são produzidas em plantas diferentes, sendo necessário alguma proximidade entre estas, para que ocorra a fecundação e o aparecimento das bagas encarnadas. Estas, embora muito atrativas e apreciadas, são tóxicas, o que exige atenção reforçada se o jardim for frequentado por crianças.

O uso abusivo durante anos, especialmente das plantas femininas, o seu lento crescimento e até alguma dificuldade no enraizamento, levaram quase à extinção desta espécie justificando, desde 1989, proteção por Lei. 

O azevinho não requer cuidados particulares, bastando aplicar-lhe regularmente fertilizantes orgânicos, proporcionar-lhe situações algo sombreadas e solos ligeiramente argilosos.

É uma planta de grande longevidade e com uma presença inigualável, sendo um elemento marcante em qualquer jardim clássico.

Envolva a sua família e plante um azevinho no jardim. Será um momento de união e de partilha, o verdadeiro sentido e espírito desta época!

Obrigada. Até já!

Foto: Paula Craveiro

domingo, 4 de dezembro de 2016

Jardinagem em Dezembro - Agenda

Há quem considere que no último mês do ano, os jardins estão monocromáticos e sem brilho. Não concordo nada!


Esta é uma das fases mais bonitas do ciclo de um jardim. A contrastar com os dias menos luminosos, as colorações das folhas amarelas, acobreadas, púrpura e douradas, proporcionam ambientes quentes e aconchegantes. Mas não é só de folhas que estes jardins se vestem. Às flores de inúmeras espécies sucede-se uma profusão de alegres e decorativos frutos, como acontece nas piracantas, azevinhos, vinha-virgem e aucubas. Também é possível desfrutar de muitas flores, pois há plantas que resistem às condições mais adversas, em plena floração: ciclames, orquídeas e begónias.

Este mês, numa aura de perfeita tranquilidade para as suas plantas, mas de descanso ativo para si, contemple estes belos espetáculos luminosos mas continue a dedicar-lhes toda a atenção e, assim, chegarão vigorosas às próximas estações. Não se esqueça de:

• Plantar
Coníferas envasadas, árvores ornamentais de raiz nua, árvores de fruto e arbustos de folhagem caduca, como roseiras.
Abra uma cova com tamanho suficiente para o desenvolvimento do sistema radicular. Coloque um tutor e aconchegue bem a terra em redor da base da planta.

• Podar
Pode começar a podar as suas roseiras, para florescerem mais cedo. Pode também árvores e arbustos caducifólios. Use sempre uma tesoura bem limpa e desinfetada.

• Preparar
Prepare os canteiros para as plantações que vai realizar no final do inverno. Mobilize, limpe, fertilize e deixe a terra a descansar.

• Planear
Com tempo, dedique-se à organização dos trabalhos a realizar nas próximas estações. O planeamento é a melhor ferramenta em jardinagem e a garantia de se obter bons resultados.

• Limpar
As plantas com folhas grandes e coriáceas gostam de alguns mimos. Limpe-as com cuidado, passando com um pano húmido, folha a folha.

•Cobrir
As baixas temperaturas, as chuvas e as geadas prejudicam as estacas recentemente plantadas. Se estão no jardim, deve tapá-las com redes próprias. Se estão em vaso, coloque-as num local mais abrigado.

• Recolher
Junte as folhas caídas e faça o seu próprio composto. Como são finas, a sua decomposição é rápida.

•Comprar
Adquira a Árvore de Natal e as suas plantas preferidas, para enfeitar a casa nesta época festiva. Pense na espécies mais adequadas e que pode, posteriormente, plantar no jardim.


Boa jardinagem!

Obrigada pela visita.

Um beijinho e até breve,

Paula

Foto: Paula Craveiro

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Fetos no jardim



Apesar do aspeto das suas frondes ser algo peculiar: rendilhadas, enrugadas ou encaracoladas, os fetos são, muitas vezes, subestimados. Saiba como tirar partido destas plantas para criar uma atmosfera muito especial e pitoresca no seu jardim.

Os fetos dão sempre um toque algo misterioso a qualquer jardim, quer se trate de um espaço formal ou informal. A variedade de formas, de tamanhos, de tons e de texturas é tal, que encontrará com facilidade os mais adequados ao seu jardim e ao cenário que quer construir.
Pode conseguir interessantes efeitos combinando fetos com outras plantas de folhagem, ou combinando vários tipos de fetos. Neste caso, há que tirar partido das suas frondes (nos fetos não existe a designação de folhas, estas assumem-se como frondes). Pode, também, usá-los de forma menos convencional, mas mais próxima do natural, nas reentrâncias da base das árvores e nas fissuras dos próprios troncos. Assim, conseguirá um aspeto bem romântico e criar a ilusão de bosque antigo.

São plantas fascinantes pela sua folhagem. Ao contrário das outras plantas, que dão flor e depois semente, os fetos reproduzem-se através de esporos que se encontram no interior dos esporângios, umas pequenas cápsulas localizadas na página inferior das frondes. Quando os esporos atingem um determinado grau de maturação, são lançados ao solo, onde acabarão por germinar, caso encontrem boas condições de temperatura e de humidade. Por vezes, não é fácil.




A maioria das espécies é muito rústica e não necessita de grandes cuidados depois de estabelecida, mas só se consegue estabelecer em locais com sombra total/parcial e humidade.

Debaixo da copa das árvores e dos arbustos fazem o revestimento do solo, encontrando a sombra, ou a meia-sombra, desejada. Junto de um lago ficam muito bem, por aqui existirem valores constantes de humidade.
Para além da sombra e da humidade que não dispensam, reserve-lhes também solos de qualidade, com bastante matéria orgânica, neutros a alcalinos.
Os fetos são muito sensíveis a ventos fortes.

Deixo-lhe algumas imagens que podem passar a ser o cenário daquelas zonas sombrias, onde não sabe o que plantar.



















 O efeito escultural do desenrolar das frondes.


Envasados, isolados ou combinados com outras plantas, ficam magníficos.






Gosta de fetos?

Obrigada pela visita.

Um beijinho e até breve,

Paula

Imagens: Paula Craveiro e Pinterest